Publicado 30 de Dezembro de 2008
O ano chega ao fim e traz consigo o cansaço acumulado desta louca vida que tem que ser vivida 24hs por dia. Vivemos cercados pela pressa, pelos prazos, pelas metas, por tudo aquilo que ainda está por vir.
Vivemos o cansaço da busca pelo trabalho ideal, pelo parceiro ideal, pela casa ideal, pela vida ideal. Estamos tão cansados que já nem lembramos mais dos motivos que fazem com que busquemos este ideal de felicidade, sempre tão longe de nós.
Os meios de comunicação não nos dão trégua. Diariamente somos invadidos por tudo aquilo que ainda não temos: os novos lançamentos tecnológicos, o novo modo de decorar a sua casa, o novo cabelo que todos estão usando, o tamanho do seio que é moda no momento, o número de pessoas você tem que beijar durante o ano para ser feliz e, por aí vai, num sem fim que te diz o tempo inteiro tudo aquilo que tu ainda não tens.
Depois desta enxurrada, como escapar do desejo que nunca é aplacado, da busca que nunca finda, da vida que é muito vivida, mas pouco sentida?
Não sei, só sei que não me rendo sem uma boa briga, que não me submeto assim tão facilmente, que o meu corpo, o meu sentir e o meu pensar valem mais do que qualquer apelo comercial, valem mais do que qualquer idéia “fabricada” de felicidade que estejam tentando me empurrar!
Fim de ano? Tente a vida sentida, vivida, mas acima de tudo sentida!
Leia mais sobre: COLUNA OLHAR-SE - Daniela Vilas Boas
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