Publicado 05 de Agosto de 2009
Nos últimos meses os assuntos preferidos da imprensa foram a gripe A (que mata muito menos do que a velha gripe...), os absurdos cometidos por senadores fdps com anuência do Senado Federal (há quem diga que a culpa é do Lula...) e a morte do Michael Jackson (ora, alguém que teve uma vida pouco ortodoxa merecia uma morte pouco ortodoxa...). Não vou falar sobre a gripe A porque já teve tanta gente sem noção falando disso que não quero entrar pro time. E eu sempre lavei as mãos e o rosto assim que chegava da rua. Não vou falar sobre a putaria no senado simplesmente porque não adianta: esse modelo de democracia é inspirado no sistema político Romano, onde o senado era protagonista de orgias - já com o dinheiro do contribuinte. Como mudar tão arraigada tradição milenar?!
O Michael, maior talento da família Jackson e um dos artistas mais completos do mundo, sucumbiu à solidão e aos traumas que acumulou numa infância cheia de responsabilidades junto a uma família com um empreendedorismo no mínimo discutível. Mas o cara era dono dos direitos autorais de grande parte da obra dos Beatles - e aí é que quero chegar.
Por esses dias comemoraram-se 40 anos das últimas gravações desse quarteto britânico que foi o responsável pelas maiores mudanças musicais e comportamentais do século passado, gerando seu disco mais vendido, “Abbey Road”, aquele que tem na capa a foto dos quatro atravessando a rua do estúdio homônimo na seguinte ordem: John, Ringo, Paul e George (com o Paul de pés descalços e passo errado). O último disco a ser lançado no mercado antes da dissolução da banda em 1970 foi o “Let it Be”, mas já havia sido gravado antes.
Falo isso porque nas últimas semanas entrei fundo no repertório dos Beatles preparando um show especial que o Nenhum de Nós fez no Festival de Inverno de Porto Alegre tocando exclusivamente suas canções. Segunda-feira fria no lado de fora do teatro do Bourbon Country lotado para ver o que iria acontecer. Havíamos selecionado 24 músicas em ensaios muito divertidos. O show não foi diferente, depois de quebrar o gelo inicial, foi uma comunhão beatlemaníaca com gritinhos, choros e aplausos generosos. Tocamos 2 canções do Abbey Road num bloco dedicado ao George Harrison – “Something” e “Here Comes the Sun”. Algumas surpresas trouxeram a simpatia do público e ficamos extremamente satisfeitos com os resultados e a repercussão da nossa sincera homenagem. Nada melhor pra esquecer os noticiários sensacionalistas e monocórdicos dos últimos tempos...
Escolha uma música embalada dos Beatles e dance com seu pai. Ele vai curtir e, provavelmente, lhe ensinar muita coisa de paz e amor. Feliz Dia dos Pais !
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