Publicado 14/09/2009 15:47
A cada vez que os paradigmas são quebrados logo se formam dissidências severas de opinião. Mas esse não tem sido o caso das degustações de Queijos e Cervejas Especiais. Se você gosta de vinho, continue, mas encare esse novo desafio papilar!
Todos os invernos nos trazem o mesmo apelo: Festas de Queijos e Vinhos. Às vezes são apenas um engodo caça-níquel, mas sempre são divertidas, mesmo que você fique com a boca lilás até a manhã seguinte...
Amargor e doçura, a mágica que equilíbra cervejas e queijos. Ela deixa sua boca pronta para um novo sabor, como se cada mordida ou cada gole fossem sempre os primeiros, com o auxílio do gás carbônico que mantém as papilas ativadas. A harmonização entre cerveja e queijo é tão perfeita que não se sabe onde a cerveja termina e o queijo começa.
Lembre-se que essas regras não podem prevalecer sobre seu gosto! Mas não tenha medo e experimente uma cerveja defumada (Rauchbier) com queijos defumados como o provolone.
Veja mais algumas dicas:
1) Queijos frescos, muito macios: queijos suaves, de sabor sutil. Exemplos: ricota, cottage, cream cheese, feta, mozzarella de búfala. Harmonização: cervejas leves como Pilsen, Kölsch, Weizenbier.
2) Macios, de casca branca: os famosos Brie e Camembert. São queijos que variam de extremamente leves, passando por sabores adocicados e de cogumelos. Combinam com Pilsen, Weizenbier e ales tipo belga.
3) Semi-macios: Gouda, St-Paulin e Chevrotin (de cabra). São queijos de sabor adocicado e de textura macia, com influência dos monges trapistas. Podemos combinar Golden Ales, Bitters, Belgian Ales, Bock e algumas trapistas.
4) Semi-duros: Gruyère, Emmental, Itálico, Estepe. Combinam bem com cervejas bem maltadas e encorpadas. Pilsen, IPA, Pale Ale, Strong Ale, Bock.
5) Queijos Duros: Grana Padano, Parmesão, Cheddar (tradicional). São intensos, frutados, com textura mais seca e granulados, com a cristalização do ácido. lático. São queijos que pedem cervejas pesadas, com amargor elevado. Combinam com Strong Ales, Doppelbocks, Stouts e Porters e Ales em geral.
6) Queijos Azuis: cheios de sabores complexos, picantes e salgados, são cremosos e gordurosos, como o Roquefort e Gorgonzola. Vão muito bem com Stouts e Barley Wines, além de Strong Golden Ales, Weizenbocks e Doppelbocks.
Preste atenção:
- É preferível consumir o queijo antes da cerveja.
- As combinações se constroem principalmente entre os sabores, não entre aromas.
- O “centro do prazer” está no nariz e na parte superior do palato.
- Os queijos não devem estar gelados e sim à temperatura ambiente.
- A cerveja não deve estar “estupidamente gelada”.
- Os sabores das cervejas e dos queijos são como o universo: estão em permanente movimento.
- O sucesso das harmonizações é determinado pela sensação final propiciada pelo par, uma vez que estaremos criando um novo sabor.
Análise Gustativa – Preparação:
- Pegar um pequeno pedaço de queijo; calcula-se 80g por pessoa de cada tipo;
- Mastigar bem até que toda a boca esteja repleta de creme.
- Avaliar o sabor do queijo (sal, picância, acidez, cremosidade).
- Tomar um gole de cerveja, inundando a boca e espalhando o líquido.
- Tentar apreciar as características próprias, já que o paladar está alterado pelo queijo.
- De dois sabores distintos surge um terceiro sabor.
Agora é só marcar uma noite com uma boa parceria, queijos, cervejas e curtir o final do inverno de uma forma inovadora. Depois chame seu táxi...
...E QUE A FONTE NUUUUUNCA SEQUE!!!
Leia mais sobre: COLUNA GASTRO NA MINHA - Sady Homrich, GASTRONOMIA
Fonte: Sady Homrich - Noite&Cia
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