Publicado 29/06/2009 16:58
Estava em Rondonóplis, interior do Mato Grosso (o do norte) quando recebi um e-mail do Noite & Cia pedindo meu texto para essa edição. Dois dias antes, em Sinop, cidade no norte desse estado, quase divisa com o Pará, aproveitei a manhã de folga e fui pescar com alguns companheiros da equipe técnica do Nenhum de Nós. Fernando Dimenor, André Domingues e Rafael Garcia , respectivamente técnicos de som, luz e roadie. Nos levaram ao sitio Curupi, um pesque-pague sensacional perto do centro da cidade (aprox. 8Km). Foram 3 horas memoráveis onde eu perdi um pouco do ranso que tenho com os pesque-pagues. Meu entusiasmo para armar a pescaria veio de dois lados:
1- a dificuldade de ir a algum pesqueiro “de verdade” pela distancia em relação ao pouco tempo disponível;
2- mesmo num pesque-pague teria a chance de pescar espécimes que não temos no sul do Brasil, como o pintado, cachara e tambaqui.
A vara era a mais prosaica possível, uma taquara pequena com um anzol e um pequeno peso para levá-lo ao fundo. A isca que disponibilizaram era um copinho plástico de ração e uma bolota de uma goma que parecia chiclete (até no cheiro). Todo o pesque-pague é uma covardia, mas serviu pra ter a sensação do peso desses peixes e fazer a alegria de quem nem sempre tem a chance de uma pesca farta.
Cobravam R$10 por kit vara+isca para pescar e soltar, ou R$12 por quilo de pescado (um roubo!). Pescamos (bem) e soltamos, até que o Fernando tirou um pintadão de uns 2Kg (tamanho modesto para a região) que engoliu vorazmente o anzol. Chamamos os responsáveis do sítio e eles desenganaram o animal. Negociei seu encaminhamento a frigideira, já que foi fruto do acaso. Encerramos nossa aventura pesqueira em terras nortistas. Em produto de pesca foi melhor que nossa belíssima tentativa em Palmas patrocinada pelo Coelho, guitarrista da Mestre Jonas que está morando no Tocantins e nos colocou em uma lancha com piloteiro, material, iscas artificiais e uma extrema má vontade dos tucunarés que não deram o ar da graça.
A quem possa interessar, os shows foram ótimos, revelando a importância da internet como instrumento que mantém o público atualizado com o trabalho da banda, mesmo em terras onde o estilo sertanejo reina em rádios, mp3 e i-pods.
Acabo de escrever esse texto em Itabira, interior de MG, onde tocaremos logo mais. Nessa turnê que começou há 15 dias passamos também por Brasília (DF), Primavera do Leste (MT), Belo Horizonte e Viçosa (MG). Gosto muito disso tudo, mas já estou ansioso pra entrar no avião rumo a Porto Alegre amanhã. Já é quase meia-noite: vou pro show!
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