Publicado 25 de Abril de 2009
Na coluna Tempero da Vida do blog Amigos de Pelotas, tratei de restaurantes e suas características e, dos fracassos por falta de projeto adequado e experiência prévia. Uma regra básica explica que o sucesso de uma casa depende 30% do ponto, 30% de qualidade, 30% de atendimento e 10% de charme.
E nos botecos? Muda tudo, diria como representante da Liga de Caçadores de Boteco, seccional Pelotas e adjacências.
Esta proporção fica, sem nenhuma cientificidade, em 10% local ou boca, 10% de copo limpo, 10% de e “eaíquequivai” e o resto é SORTE!
O ponto pode ser de esquina, central ou arrabaldes, pobre mas limpinho e a comida sem grandes caprichos, já o atendimento deve ser meio deseducado e artimanhoso. Ou você quer um garçon de borboleta gravata, perguntado com as mãos nas costas: Boa tarde, os cavalheiros vão querer olhar o menu? Te cuida que rima é perigosa!
Botequim não se projeta, boteco se cria meio que por conta própria, os freqüentadores é que vão com o tempo, determinando a cor local, aquele clima de certezas provisórias e intimidade caseira para a prática do encontro com a parceria para tomar uma.
Não adianta dizer: - Vou virar botequineiro, e abrir um happy-hour... Desde quando, botequim tem hora de funcionamento?
Na maioria das vezes o estabelecimento é conhecido por algum codinome, ou do dono... Sabes, porventura, o nome do bar do Nenê?
Os bares e lancherias que viraram pontos boêmios da volta da Católica e do campus porto da Federal são exemplos. Vão se multiplicando a moda bicho sem badalação e grandes lançamentos...
Tendo mesa, que pode ser até de matéria, cerveja gelada, música bem de fundo, e algum fristique salgado, está feita a besteira. Se vai vingar e bombar isso nem os visionários, palpiteiros e assíduos notívagos podem prever.
Leia mais sobre: COLUNA BOTEQUICES - Luiz "Minduin" Vasconcellos
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