Publicado 16 de Março de 2009
A sexta-feira, 20 de março, estava reservada para o anúncio oficial das cidades escolhidas pela Fifa para sediarem a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Não está mais.
De acordo com a assessoria de imprensa do Comitê Organizador do Mundial e, também, da CBF, Rodrigo Paiva, a nova data é o dia 30 de maio.
Pois bem...
Enquanto os nomes das cidades não são divulgados, alguns aspectos merecem reflexão por aqui.
Desde a candidatura brasileira para sediar o evento mais importante e badalado do futebol que nenhuma providência é tomada.
Os estádios continuam sucateados, sem o mínimo de estrutura e conforto para o torcedor.
Não há transporte adequado e em boa demanda.
Não há policiamento capacitado para garantir a segurança do espetáculo.
Assim como também não há postos de saúde e hospitais bem equipados e preparados para atender os casos já existentes e os que poderão acontecer antes, durante ou depois dos jogos.
Querem que uma das sedes da Copa seja na Amazônia e outra na área do Pantanal...
Tudo bem, mas, na linha do perguntar não ofende: depois que a Copa acabar, o que acontecerá com o estádio? Servirá de abrigo para as onças pintadas e aos jacarés?
E a questão da violência?
Não houve - e nem há, infelizmente - a esperança de redução na criminalidade, na baderna provocada por torcidas organizadas.
O promotor de Justica Fernando Capez, aquele que proibiu a entrada das uniformizadas nos estádios e, pouco depois as trouxe de volta, hoje nem aparece mais.
O Estatuto do Torcedor, criado no Governo Lula, como um documento épico, que revolucionaria o futebol brasileiro em vários aspectos, foi devidamente arquivado, jogado no lixo.
Sabe por que?
Por que, aqui no Brasil, tem Lei que pega e Lei que não pega.
Aquele que segue a Lei de acordo com os artigos estabelecidos, sem arrumar um jeitinho aqui e acolá, é tratado por idiota.
Enquanto isso, as Timemanias são lançadas a cada esquina.
E as carteirinhas do torcedor também.
O oba-oba é o que vale.
E o descaso generalizado dos nossos governantes nos leva ao pânico, à revolta.
Revolta por nos usar do modo mais asqueroso possível, de não nos oferecer um mínimo de dignidade para sobreviver e por assassinar com a imagem do nosso País.
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