Publicado 02 de Abril de 2009
Quem lê o Noite & Cia sabe que no último domingo da pinhata, ou seja, 1º de março, tivemos a versão 2009 da Feijoada do Gordo com o Regional Laranjal. Foi a 3ª edição de um delírio que reúne o anseio brasileiro-cultural-gastronômico de três, por assim dizer, entidades (eu não quis escrever “instituições”...): Noite & Cia, Aldeia Bar e Regional Laranjal, respectivamente representadas por Felipe Lang; Rita e Cissa; Sady.
Se Pelotas é um dos berços mais representativos da cultura negra e suas manifestações, há uma lacuna entre a história e a atualidade. Aprendi a tocar os primeiros instrumentos – percussão e cavaquinho – em uma imersão sambista no início dos anos 80 aqui em Pelotas, no Laranjal e na Escola de Samba Ramiro Barcellos, antes de me tornar baterista.
E hoje o que escuto são frutos malformados de um amontoado rítmico que chamam de pagode, salvo raras exceções já tarimbadas como a turma do Avendano Jr., Milton e Possidônio, principalmente nas noites de 6ª e sáb no Bar Liberdade.
Depois do que o gentil e caro Minduim escreveu sobre a roda de samba com feijão do dia 1º pouco me resta a dizer, mas o Jorge Vieira, que canta comigo no Regional Laranjal enviou o texto abaixo na segunda-feira seguinte ao evento:
AINDA RESTA UM POUCO DE ESPERANÇA
“É confortante perceber a carência das pessoas por um bom samba, acentuada em cidades como Pelotas, e o quanto é agradável a elas o que o Regional Laranjal consegue fazer. Definitivamente aquilo não foi apenas tocar samba e a elas certamente não foi somente ouvir, foi muito mais do que isso... a troca de energia e satisfação esteve acima da música, se é que isso é possível.
Como registro e agradecimento fiz questão de escrever essas poucas linhas...
Em meu nome, da Adri e certamente do Michael, agradeço o carinho de vocês.
Beijos!!! Jorge”
Quero ainda registrar meu agradecimento aos patrocinadores, apoiadores, participantes, Clube de Sub-Tenentes e Sargentos e Clube de Caça e Pesca, Cabedal, Jarbas Malla Melo, equipe Aldeia e Diário Popular por acreditar que o que fazemos é cultura, mas com muito prazer!.
Recebemos muitos pedidos para re-editar a receita da Feijoada do Gordo.
Mas se quiserem algumas dicas, peçam pro Alexandre, o chef do Aldeia, que com sua equipe atingiu a excelência do que considero uma típica feijoada!
Leia mais sobre: COLUNA GASTRO NA MINHA - Sady Homrich
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