Publicado 30 de Março de 2009
São duas horas da manhã desta segunda-feira, 30 de março. A raiva por mais um papelão da Seleção do Dunga nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, contra o Equador, em Quito, foi pro ralo.
É fato que Júlio Cesar salvou a Pátria ao evitar uma goleada equatoriana ainda no primeiro tempo, quando foi exigido por, pelo menos, quatro vezes e viu a trave ser carimbada numa outra oportunidade.
É verdade também que Julio Baptista nos deu alguma esperança ao fazer o gol logo no primeiro lance dele na partida.
Situação que permite aos mais otimistas declarar Dunga como "O treinador" por ter mexido com sapiência na equipe, tirando Ronaldinho Gaúcho - que, mais uma vez, não fez nada em campo - e colocando Julio Baptista.
Dizer o quê?
Por mais que o jogo em si tenha sido um lixo para aqueles que clamam por uma bela exibição, com futebol bem jogado, infelizmente não podemos deixar de esquecer que esta não é e nem será a última vez que a Seleção Brasileira faz uma campanha de causar medo, desespero nas Eliminatórias.
Em 1993, não fosse Romário marcar os dois gols contra o Uruguai, no Maracanã, e não iríamos para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, em que o Brasil conquistou o Tetracampeonato.
Em 2001, se Luizão não desencantasse contra a Venezuela, no Maranhão, a "Família Scolari" não realizaria a excepcional participação no Mundial na Coréia do Sul e Japão, no qual fomos Pentacampeões, ao vencer a Alemanha, por 2 a 0 e terminar a competição invictos.
Enfim, a emoção, a raiva e a indignação são latentes em jogos da Seleção.
Uelton Gomes, leitor do Blog do PP, muito bem humorado e inteligente, recorreu à genialidade do Mestre Lenine, ao destacar um trecho da música Paciência.
"'Eu finjo ter paciência', sou eu com a seleção brasileira".
E quer saber?
Tá certo ele...
Se a Seleção do Dunga finge jogar bola, a solução é que a gente finja ter paciência, assim como outras coisas também!
Nesta quarta-feira, dia 1º de abril, o Brasil encara o Peru no Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre.
Tomara que a nossa seleção aproveite o dia da mentira para jogar um futebol de verdade, como há muito não faz.
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