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COLUNA GASTRO NA MINHA - Sady Homrich

HISTÓRIAS DOS AUSTRONAUTAS GAÚCHOS NA CHINA - PARTE 2

Publicado 05 de Agosto de 2010

Sady conta suas impressões da viagem do Nenhum de Nós no pais asiático em junho/2010S
(a 1ª e a 3ª partes eu conto depois...)

Os seis astronautas gaúchos embarcaram para sua derradeira aventura pelo espaço chinês. Do aeroporto Hong Qiao partiram na aeronave da Shangai Airlines para a distante BEIJING (Pequim), a capital chinesa. É uma cidade imponente que preserva urbanismo e arquitetura tradicionais nos hutongs, vilas inseridas nos quarteirões (hoje cercadas por muros) onde a organização social é muito peculiar. Cada um tem sua rede de comércio e serviços, bares e comida de rua. Mas as grandes avenidas, ginásios e prédios estatais guardam traços fortes da revolução comunista.

As grandes grifes também estão lá, especialmente no Sanlitun, bairro mais descolado com lojas da Adidas, Nike, Apple e roupas metidas. Por ali se encontra a Beer Street, apelido do acesso ao Neli Pátio, shopping onde descobri uma cerveja artesanal fabricada numa cantina mexicana chamada The Saddle. A cerveja era ótima, com um toque de malte defumado. A comida mexicana era engraçada, pois tinha um sabor muito chinês...

Não vou detalhar o dia que conhecemos um segmento da Grande Muralha porque isso terá um texto específico. Volto pra noite. No restaurante típico Luogu Dong Tian, em Nanluoguxiang, na região das Torres do Sino e do Tambor, comi o melhor Frango Xadrez da viagem. Esqueçam todos que já provaram até aqui. A textura é outra, sem molho. Tem mais aroma, sabor, pimenta e amendoim. Lá também comi um Wok de Sapo. Isso mesmo, uma frigideira com cebola, pimentão, molho agridoce e pedaços de sapo. É coisa comum por lá. São vendidos vivos nos mercados dentro de sacolas iguais aquelas de limão. Saborosos!

Mas minha curiosidade pelo prato mais famoso da capital crescia tanto que durante o dia que reservamos para degustá-lo (no jantar), mal almocei. À tarde comi uns espetinhos de escorpião, carne de cobra, bicho-da-seda e cavalo-marinho pra abrir o apetite e enfrentar o Pato de Pequim no restaurante Xiang Man Lou, com uns amigos que moram ali perto, no bairro Dongzhimen. Trouxeram à mesa panquequinhas de arroz, molho agridoce, tirinhas de pepino e de cebolinha verde. Aí chegou o Shifu com um carrinho que trazia o Pato Laqueado, que ficou assando horas a fio com banhos de um tempero secreto que deixa sua pele fina, escarlate e crocante. O corte é estudado para que cada tenra fatia cortada perceba um pedaço da pele. É uma desfeita não comê-la. Depois você cuida do seu colesterol.... Monte sua panqueca com os ingredientes e lute com os pauzinhos para comê-la pois vale a pena! Para acompanhar, cerveja artesanal No.1, receita australiana feita numa microcervejaria dos arredores na versão Golden Ale e Porter, que harmonizou perfeitamente.

No último dia visitei um supermercado Walmart, da mesma rede do Nacional e Big. Tudo é superlativo, mas com o sistema de comércio local. Peixes, lagosta, enguias, caranguejos e tartarugas são expostos em aquários e adquiridos vivos. Bem fresquinhos... Depois das últimas compras retornamos a Shangai para pegar o vôo de volta ao Brasil, onde tivemos 23 horas para refletir sobre os 10 dias que ficamos imersos na cultura oriental. Eu gostei!
(continua)
 

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