Publicado 14 de Fevereiro de 2011
Sady conta as primeiras impressões da viagem do
Nenhum de Nós no pais asiático em junho/2010
“Os 6 astronautas gaúchos desembarcaram na China dia 1º/6 às 6:20h com a missão de representar artisticamente a capital gaúcha na Expo Shangai 2010”. Depois de vinte e poucas horas na aeronave, o desafio era manter-se acordado a despeito do fuso horário de 11 horas. Aceitamos a opção que nossa guia deu fomos caminhar pelo The Bund e pelo Riverside, as duas margens ao longo do rio Huangpou. The Bund é do lado de Puxi (chamada parte antiga) e o Riverside é o calçadão no Pudong, onde tem a Torre Pérola Oriental e todos os prédios modernosos. Realmente há muita gente lá. Almoçamos num fast food chamado Kung Fu (真功夫). Nada de sanduíches! Sopa de pé de galinha, verduras cozidas, carne e frango com boas doses de pimenta acompanhadas pelo indefectível e grudento arroz sem sal. Bom. Depois fomos ao Fake Market. Tudo falsificado, como diz o nome, mas muito organizado. Enquanto tivemos paciência, demos boas risadas com as sessões de pechincha que reduziam o preço a 1/5 da etiqueta.
Chegamos numa van ao XinTiandi, bairro moderno, fino, iluminado pelas lojas de marcas tipo Cartier, Ermenegildo Zegna, Dolci & Gabana, com fachadas coloridas por gigantescas animações pop-art; e dedicamos algumas horas no “shopping dos eletrônicos”, com os lançamentos do ramo, aparentemente autênticos. Ali pertinho tem uma espécie de beco cheio de bares e restaurantes freqüentado por gringos... Inclusive nós! Dali fomos jantar no bairro Xujiahui. O vasto cardápio japonês do Shi Yuan Tang (食源堂) tinha um carro chefe, o Tepanniaki, preparado à chapa de inox, em torno da qual nos sentamos, por um personal-chef que tratávamos de Shifu (mestre, literalmente). Ele executava nossos pedidos com camarões, cebola, acelga, peixes, aspargos, cogumelos variados, carne, temperos e várias coisas que vem pré-prontas da cozinha e não consegui decifrar. A labareda subia imponente nos flambados esquentando o visual. Comecei degustando sashimi de guelra de salmão (!) e terminei preparando lascas de porco defumado com cebola, acelga, sake e shoyu a convite do simpático Shifu. Agradou, principalmente pela animação emprestada pela cerveja Tsingtao e o sake quente que estavam incluídos nesse pacote de comida e bebida liberada por módicos ¥160 (menos de 50 pila). “Os astronautas agradecem aos amigos Silvia e Vinícius pela experiência que revelou-se um autêntico banquete oriental”.
Dia 5/6, sábado. Chegou a hora de tocar na Expo Shangai 2010. Não tem como explicar como é a feira, são quase 6 hectares. Procurem na internet! Só pra dar uma dica, esse ano tem o “lado dos países” participantes e o “lado das cidades” que tiverem seu projeto de sustentabilidade avaliado e escolhido para ser mostrado. O de Porto Alegre é bem bacana e retrata a Governança Solidária. A cidade vizinha na feira é Dortmund (Alemanha) que mostra a revitalização de uma área portuária que pode servir de exemplo para Porto Alegre e Pelotas. Ofereceram um delicioso coquetel com suas especialidades, inclusive cerveja. Dali fomos para o palco onde algumas centenas de pessoas de todas as nacionalidades nos aguardavam. Fizemos bonito com nossas canções e nossa intérprete, a Mei, traduziu algumas frases que justificavam nossa presença ali. Mais aplausos! No camarim pós show recebemos empresários de Hangzou, Hong Kong e Macao para fazer contato, alem de brasileiros de vários estados. Quem sabe um dia não voltamos à Ásia?
À noite havia uma festa marcada na Latina (de novo no Xintiandi), uma churrascaria, boate e casa de shows que é ponto de encontro de nossos conterrâneos mais animados. Rolou até uma canja com músicos brasileiros que vivem por lá. João Vicenti e eu nos esforçamos pra acompanha-los no forró... e conseguimos!
O roteiro havia previsto visita a Parte Antiga e Nanding Road. Um bairro com construções tradicionais, repleto de pagodas, casas de chá, souvenirs por 2¥ (R$0,50), artistas locais e restaurantes típicos shangaineses. Nos indicaram o Qin Tai Fung Restaurant, especialista em dumpling, um pastifício delicado e saboroso, cozido no vapor, frito ou em sopas. Uma das refeições de preparo mais refinado que experimentei.
Outra surpresa gastronômica foi a visita ao Mercado, tem frangos, patos, pombas, peixes, enguias, camarões, tartarugas, enguias, rãs, cobras e sapos vivos para levar para casa e comer fresquinho! Apetitoso!
(continua)
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