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TEATRO

Fernando Meireles diz ter medo de fazer teatro

Publicado 13 de Julho de 2009

O palco é o centro da trama de “Som e fúria”, minissérie da TV Globo que estreou na última terça-feira (7) sob a direção geral de Fernando Meirelles. Com 12 episódios, o programa escancara os bastidores do teatro, desde o processo de criação, leitura, ensaios, até finalmente a realização, ganhando força na relação entre os personagens –aqui, atores que interpretam atores.

Indicado ao Oscar e um dos principais nomes brasileiros no mercado cinematográfico internacional, Fernando Meirelles conta que sua grande alegria ao adaptar “Som e fúria” –originalmente um seriado canadense– para o português e em trazê-lo para a televisão brasileira é homenagear William Shakespeare.

“A série é ao mesmo tempo engraçada e dramática. Mas o mais importante é poder apresentar trechos das peças de Shakespeare e fazê-los se tornarem populares novamente. Ele destrinchou a alma humana!”, elogia o cineasta, que tem em seu currículo longas-metragens como "Cidade de Deus" e "O ensaio sobre a cegueira".

Mas apesar da admiração pelo dramaturgo inglês, do casamento com uma bailarina e das filmagens no Teatro Municipal de São Paulo, Meirelles foge quanto o assunto é palco. Vontade de fazer teatro? “Eu tenho medo. Teatro se não fica bom é muito constrangedor”, define. E acrescenta, demonstrando sua predileção pelas câmeras e pela grande tela do cinema: “Teatro, quando é chato, é muito chato”.

 

Foi do próprio Meirelles a ideia de adaptar “Som e fúria” para a TV brasileira. “Vi a série canadense em 2007, achei interessante, mandei para o Guel Arraes [diretor da Globo]. Ele gostou, a TV Globo aprovou e foi tudo muito rápido, em duas semanas ficou decidido que faríamos.” Foi ele também quem traduziu o texto, fazendo as alterações necessárias. “Mudei algumas piadas, que eram muito específicas do Canadá. Na hora em que você adapta, perde muita coisa, mas ganha outras. Acho que ganhamos em sensibilidade.”


A carreira no cinema, o diretor deve dar continuidade no exterior. Ele já afirmou que tem propostas para fazer dois filmes nos Estados Unidos e que deve decidir até agosto qual será seu novo projeto. “Em português eu faço TV, que é até melhor porque mais gente assiste”, encerra, já na expectativa de uma segunda temporada de “Som e fúria”.

Leia mais sobre: TEATRO, CINEMA

Fonte: G1

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