Publicado 09 de Agosto de 2010
Para um cidadão comum, um corrimão é um corrimão. Para um skatista, é uma possibilidade de usar a criatividade para testar manobras, interagir com a arquitetura da cidade, destruir e criar.
É esse conceito que a mostra "Destroy and Create" disseca no Matilha Cultural, em São Paulo. "Desgastam-se o skate e a cidade. Destruir faz parte dessa cultura e tem como propósito a criação", explica Lucas Pexão, curador.
Ele reuniu 11 artistas plásticos para criar shapes exclusivos e convidou quatro skatistas para "destruí-los" em três dias na avenida Paulista.
O antes e o depois estão expostos na galeria. O "durante" foi registrado por fotógrafos e videomakers.
"É dessa forma que o skate se comunica de geração para geração", explica Klaus Bohms, que destruiu um shape criado por Luis Flávio, o Trampo (veja abaixo). A escultura de metal "Vênus", do Coletivo Noh, é outro elemento da mostra. "Cada um tem que encontrar sua maneira de andar sobre ela. É um desafio", conclui Pexão.
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