Publicado 02 de Janeiro de 2009
É interessante observar como passamos boa parte da nossa infância brincando de ser “adulto”, e como as pessoas nos estimulam a isso. Somos crianças e devemos crescer, aprendemos a falar, a andar, a comer, a ter autonomia, até que um dia...
Não sei o que acontece, mas nós, brasileiros, em um determinado momento da vida das nossas crianças decidimos que o bom mesmo é ser eternamente criança e paramos de incentivá-los a crescer.
É como se tornar-se “adulto” fosse tirar deles um pedaço muito importante das suas vidas, é como se só a juventude fosse capaz de nos dar prazer e que só ela possui características dignas de serem preservadas. O desejo de evoluir é reprimido e nos tornamos “velhos” jovens, jovens com pouca ou nenhuma capacidade de descobrir do que realmente são capazes e com a sensação de que o tempo não passa.
Pois bem, o tempo passa. O tempo passa e perdemos algumas oportunidades reais de crescimento, economizando experiências, economizando sentimentos, economizando vida. Vida que deveria estar sendo vivida, sentida, tocada, saboreada, uma potencia, um pulsar, uma vontade de tomar a si o rumo das suas escolhas. Uma vontade de aprender, que vem sempre acompanhada do erro e do acerto. Um abandono, um mergulho no escuro, um experimentar coisas novas, inclusive experimentar crescer e permitir-se fazer-se diferente, nem pior nem melhor, mas diferente, único.
Um bom 2009, que o ano passe, que a vida flua, que você viva!
Leia mais sobre: COLUNA OLHAR-SE - Daniela Vilas Boas
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