Publicado 05 de Agosto de 2009
Vem o dia dos pais e por todos os lados somos atingidos por imagens de homens bondosos, bem sucedidos, abrindo espaço nas suas agendas para a convivência com os filhos e a família. Chega a ser quase poético! Aquele ser forte, que enche o ar com a sua presença, que é sinônimo do conforto, de solidez, de constância. Parece até propaganda de margarina!
Mas, no dia a dia, cada um de nós carrega em si um pai. Cada um traz em si, gravado na memória ou na alma, o que esta palavra significa. Para muitos a definição acima se encaixa como uma luva e, então, o dia dos pais se transforma em um dia universal de reconhecimento. No entanto, para muitos outros, o dia dos pais é um verdadeiro “padecimento”.
Sabe aquele pai com quem não dá para contar? Que tem sempre mil e uma coisas para fazer? Para quem a sua vinda não alterou em nada a sua rotina? Aquele cara que cumpre calendário, que comparece no seu aniversário, no Natal e talvez em mais uma ou duas datas importantes ao longo do ano? Aquele cara sempre em atraso com a pensão? Sempre com pressa quando pega ou leva você para algum lugar? Pois é, este pai também deixa memória! Uma memória difícil de carregar e que, no entanto, nos acompanha o resto da vida.
Por isso neste dia dos pais reflita bem! Que pai que você teve? Que pai você quer ser? Que pai você vai se tornar? Depois de ter estas perguntas respondidas, olhe para trás e veja se dá para consertar algo, tanto como pai ou como filho. Saiu um pouco melhor deste domingo? Parabéns! Feliz dia dos Pais!
Leia mais sobre: COLUNA OLHAR-SE - Daniela Vilas Boas
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