Publicado 18 de Dezembro de 2008
Noctívagos como eu e você, apreciamos de histórias medievais de mistérios e segredos ancestrais... circula nos recônditos das brumas e espumas de Chopelion, que membros de uma seita dessas de capas e capuzes perambulam pelas vielas, ruelas, becos e vertedouros das cidades de porte ambíguo, são eles os boteclários.
Como todas as congregações, os simpatizantes usam palavras secretas, gestos cabalísticos e saudações precárias. Se (desa)costumam a reunir em locais profanos e templos urbanos, em torno de pequenas mesas, sempre orando e contando história picantes e safadas.
Não é difícil reconhecê-los, costumam bater os copos cheios, uns nos dos outros e evocar entidades como Prost, Saúde e Toast. Alguns graduados usam a fórmula da antiga Calábria: Salud, pesseta e fuerza na bragueta!
Fazem gestos místicos para avisar o monge serviçal que querem preencher o vazio de seu copos, canecas e taças rituais. Chegam a tirar a ampola do invólucro de matéria, para exibir o elixir predileto. Quando o noviço das bandejas faz ouvidos moucos, vociferam: - traz mais uma... desce outra... O culto é sempre encerrado pela imprecação “salta a saideira”, de oculta significância.
Os iniciados, mestres, grão vizires e anacoretas se reúnem para rituais para visualizar e resgatar o Santo Graal, na hora de Vesper, ali no Bar do Nenê, que alguns crêem ser a reencarnação do garçom da Santa Ceia. Vai saber...
Leia mais sobre: COLUNA BOTEQUICES - Luiz "Minduin" Vasconcellos
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