Publicado 09 de Março de 2009
O calor insuportável em Presidente Prudente não permitiu um bom primeiro tempo no clássico paulista entre Corinthians e Palmeiras.
O jogo ficou cadenciado no meio de campo, sem o apoio dos laterais e, nessa, quem se deu bem foram os zagueiros alvinegros e verdes.
Aliás, por falar em zagueiro: Vanderlei Luxemburgo mexeu bem ao tirar o zagueiro Marcão do caminho de Jorge Henrique e colocar Daniel.
Os dois, desde o apito inicial, se estranharam demais.
E não seria nenhum absurdo se qualquer um deles fossem expulsos.
De volta ao jogo em si...
Na etapa final, com um clima mais agradável, o Palmeiras tratou de mostrar que a partida, daquele momento em diante, seria pra valer.
Keirrison, matador por excelência, atuou como garçom ao lançar Diego Souza, pela esquerda do campo. Felipe, vendido na jogada, viu Diego ir até a linha de fundo, voltar, atrair a marcação e mandar a bola pro gol aos 3 minutos.
Festa verde em Presidente Prudente.
Com o 1 a 0, o Palmeiras passou a jogar recuado e a apostar nos rápidos contra-ataques.
Chances e mais chances foram criadas.
Mano Menezes optou por mexer no time.
Tirou Souza e colocou Dentinho.
Pouco depois, aos 18 minutos, foi a vez de Escudeiro sair para dar lugar a Ronaldo.
E a realidade do jogo passou a ser outra: de equilíbrio total, como um legítimo e apaixonante Corinthians e Palmeiras.
Keirrison teve a chance de marcar o segundo gol, numa jogada cara a cara com Felipe.
Mas o goleiro alvinegro soube fechar o ângulo com perfeição.
E Ronaldo, mesmo de forma tímida, arriscou um drible.
Mais tarde, o 9 do Corinthians carimbou a trave de Bruno, numa espécie de aviso velado.
A torcida do Palmeiras se calou, acompanhou tudo...
45 minutos... Palmeiras 1 a 0...
A invencibilidade corintiana de 9 meses estava ameaçada.
Mas o Corinthians, ao seu melhor estilo, não se deixou abater e foi para o tudo ou nada.
E conquistou o TUDO, aos 48 minutos, após cobrança de escanteio pelo lado esquerdo.
Sabe quem fez o gol?
É evidente que você sabe!
Foi Ele.
Ronaldo, para o delírio da torcida!
E o camisa 9, que ficou afastado dos gramados por pouco mais de um ano, foi pra galera.
Até quebrou o alambrado, tamanha alegria e empolgação.
Quando retornou ao campo de jogo para ser reverenciado pelos seu companheiros de equipe, o árbitro Cléber Welligton Abade, numa demonstração clara de falta de sensibilidade, mostrou o cartão amarelo para o artilheiro.
Francamente, Sr. Cléber Wellignton Abade....
Seria muito mais educado da sua parte se, ao invés do cartão, desse um abraço acompanhado de um "parabéns pra você, Ronaldo".
Ele merecia, afinal!
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