Publicado 13 de Outubro de 2009
Agora percebo esta inquietação, é isso, onde foi mesmo que me perdi? Acho que foi no tempo, na falta de tempo, no enlouquecedor dia a dia desta vida apressada que passa por mim como o vento que vem ventando e que me arrasta, por aí, sem rumo.
Vou por aí representando o papel da hora, sou mulher, mãe, chefe, mestre, sou ardente, sou latente, sou distante... ambivalente.
Sou o que esperam de mim, o que não me adivinham, o que deixo transparecer, o que não consigo esconder, sou o que não mais reconheço
Pairo sobre mim
Me olho e não me enxergo
Estou ali, presença adivinhada
Ausência exasperada
Busca de mim,
Busca sem fim.
Ei, você, me avisa se você me vir por aí!
Leia mais sobre: COLUNA OLHAR-SE - Daniela Vilas Boas
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