Publicado 21 de Dezembro de 2009
O último dia 1º foi o dia de refletir sobre a doença que mais vem se disseminando entre a população: a Aids – síndrome que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo vírus do HIV.
Antes vista como uma doença que atingia somente homossexuais, usuários de drogas injetáveis e hemofílicos, hoje a Aids passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando nesses grupos específicos. Se fala hoje não em grupos de risco, mas em comportamento de risco, como ter relações sexuais sem preservativo.
Atualmente, mesmo com todas as informações veiculadas pela mídia, as pessoas ainda têm receio de conviver com um portador do HIV. Agem como se a doença fosse transmitida através do toque, do simples ato de cunmprimentar ou abraçar. De acordo com pesquisas, o sofrimento daqueles que tem Aids é maior em relação ao preconceito e à integração com a sociedade do que em relação à ação do vírus no organismo. Muitos soropositivos são afastados de empregos, um exemplo típico de exclusão social. Essa exclusão e outros tipos de comportamentos preconceituosos afetam diretamente a qualidade de vida dos portadores.
Outros estudos mostram que os pacientes de Aids têm um melhor nível de educação. Apesar disso, o nível de renda é igual à média da população brasileira. Muitas vezes, a condição financeira significa ter uma maior sobrevida, pois para quem vive na pobreza a situação é difícil. Mesmo com a distribuição gratuita dos antirretrovirais, o tratamento requer alimentação saudável e boa qualidade de vida para ser eficiente.
Para se ter uma idéia da dimensão do preconceito no Brasil, de oito mil pessoas entrevistadas pelo Ministério da Saúde, 22,5% disseram que não comprariam legumes ou verduras em um local onde trabalha um funcionário com HIV e 13% afirmaram que uma professora com Aids não pode dar aulas em qualquer escola.
Precisa-se romper com a idéia de que quem é portador do vírus está fadado a esperar pela morte. Campanhas do Ministério da Saúde, como a “É possível ser feliz com o HIV”, mostram que um dos melhores remédios é combater a discriminação, o preconceito e a falta de informação que envolvem a doença.
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Fonte: Luisa Martins - Noite & Cia
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