Publicado 23 de Março de 2009
A ginasta Jade Barbosa esteve no "Altas Horas", programa apresentado por Serginho Groinsman, na Rede Globo. E falou das dificuldades que enfrenta para se manter no grupo da Seleção Brasileira.
Sem receber salário no Flamengo, Jade é obrigada a contar com a ajuda do pai, responsável por uma campanha com a venda de camisas a R$25, de modo a garantir o sustento dela e não a impedir de continuar na ginástica.
Jade ainda comentou sobre a existência de uma "ditadura" na comissão técnica da Seleção.
Reclamou que muitas de suas companheiras são destratadas pelos treinadores. Quando fazem as coisas corretamente, recebem um singelo "normal". Se erram, levam bronca, são obrigadas a repetir o exercício exaustivamente e, em alguns casos, são agredidas com tapas na cabeça.
Denúncias feitas, a hora é a de a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) apurar os fatos e resolvê-los o quanto antes.
Não é humano o tratamento que essa, e outras meninas da Ginástica Brasileira, vem recebendo.
E o Flamengo, dono da maior torcida do Brasil, bem que podia usar dos 7% que recebe da Timemania (1 e 2) ou da Lei Piva, para quitar as dívidas com Jade e outros atletas que defenderam o Brasil nos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos.
Afinal, quando estão lá, suando e sofrendo para nos honrar, é a bandeira do Brasil e a do clube que eles ostentam.
Jade faz, e muito bem, a parte dela.
Falta apenas que os nossos tão dignos dirigentes se mexam.
Jade precisa ser operada.
COB, CBG e Flamengo bancam os desentendidos.
Não estão nem aí para a jovem.
E enquanto essa gente faz acordos aqui e acolá para se perpetuar no poder, nossos atletas são entregues ao relento, como se fossem lixo, algo plenamente dispensável.
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