Publicado 20 de Outubro de 2009
Com 35 anos, a lista dos melhores discos da minha vida é grande. Escolhi 7 para comentar, em ordem cronológica.
Kleiton & Kledir
O disco é do ano em que aprendi a ler: 1981. Mas só devo ter escutado em 82. Uso o ano como marco temporal para relacionar as coisas. Talvez por eu começar a me entender como gente, talvez pela primeira Copa do Mundo de que lembro (com a melhor Seleção de todos os tempos). O álbum traz o melhor da dupla. Não me cansei até hoje.
Blitz - As Aventuras da Blitz
Eu tinha o single de "Você Não Soube me Amar". Uma capa rosa. Do lado A, a música, do B, apenas Evandro Mesquita dizendo "Nada, nada, nada...". Depois, ganhei o K7 completo. Considero como meu primeiro álbum de rock. Não sei se os mais novos teriam o mesmo entusiasmo que eu tenho ao escutar. Era extremamente criativo e inovador. As duas últimas músicas foram censuradas – vinham riscadas no vinil; na fita o som era indecifrável. Quando comprei em CD vi que as tão misteriosas faixas eram as piores mesmo. Se não foi, funcionou como uma bela jogada de marketing.
Replicantes - Histórias de Sexo e Violência
A música começou a ser realmente importante para mim. Punk era só o que eu ouvia. Até porque quem ouvia punk não ouvia mais nada. Essa era a lei. O disco é daqueles sem nenhuma música ruim. Escapava por vezes dos limites estabelecidos pelo punk. As letras eram mais livres, os climas invadiam outras praias. Não deixava de ser tosco mas era uma evolução com relação ao anterior - "o Futuro é Vortex".
Dire Straits - Money For Nothing
Quando saí do punk foi culpa de Dire Straits. Eu vinha de um lance visceral e me deparei com "Brother in Arms". A música tomou uma dimensão diferente. Depois desta coletânea, fui descobrindo os outros trabalhos. Mas nenhum era todo bom. Hoje, com raras exceções, Dire Straits não me entra, mas teve sua época e importância.
Cafe Tacuba - Re
Ouvíamos isso na fundação da minha agência. Todo dia, junto com Soda Stereo e Enanitos Verdes. Cada vez que escuto aqueles compassos mexicanos misturados com outros elementos fico muito empolgado. Tudo isso aliado a uma beleza melódica incrível e letras sensacionais. É um disco para sempre.
Weezer - Pinketon
O "Blue" já tinha me conquistado. Comprei, então, o tão esperado segundo disco. De saída, me pareceu muito barulhento e agressivo. Tive certa aversão. Levei cerca de um mês para escutá-lo umas 4 vezes apenas. De repente, tudo começou a fazer sentido. As letras e melodias começaram a saltar pra frente da barulheira, compondo de um antagonismo mágico para uma homogeneidade perfeita. Eu tenho pena de quem não gosta de Weezer; de Pinkerton. Não sentem o que eu sinto e o que eu sinto é sensacional.
Los Hermanos - Bloco do Eu Sozinho
Este foi o último grande disco da minha vida, até então. É o segundo deles. É o auge. Depois veio "Ventura", com ótimas músicas. Só que começaram a se achar compositores demais e vestiram a fantasia da MPB em "4". Eu gosto mais do "Bloco..." porque tem mais rock e acho que este é o território perfeito para o desenrolar das ideias, pois permite a pluralidade de estilos e sentimentos.
Leia mais sobre: COLUNA VERTEBRAL - Daniel "Cuca" Moreira
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